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O plano de Wellesley: cruzar pelo vau, entrar na língua de terra e atacar a linha pelo flanco.
O plano de Pohlmann: girar a infantaria e esperar o ataque com os canhões na frente.
A aposta britânica: contar com os dois rios para impedir que os maratas usassem o número.
Entre o Kaitna e o Juah, a língua de terra tinha pouco mais de dois quilômetros de largura. Ali dentro, 50 mil homens não cabiam numa frente só, e a cavalaria marata não tinha espaço para cercar ninguém.
O plano tinha quatro passos:
1. Cruzar o Kaitna pelo vau entre Peepulgaon e Waroor, longe dos canhões.
2. Formar a infantaria em duas linhas, de um rio ao outro.
3. Avançar contra a ala direita marata, a mais fraca, e empurrá-la para o Juah.
4. Guardar a cavalaria para a hora de fechar o campo.
Pohlmann girou a frente antes de a infantaria britânica terminar de formar. A linha nova ia de um rio ao outro, com uma centena de canhões à frente e a aldeia de Assaye na ponta norte.
Os sipaios e o 78º Regimento avançaram contra os canhões. A artilharia britânica era pequena demais para responder, e Wellesley mandou seguir sem ela, de baioneta.
Na direita, Orrock levou os piquetes e o 74º para perto de Assaye. Os canhões da aldeia e a cavalaria marata quase destruíram o regimento escocês.
Wellesley lançou o 19º de Dragões Ligeiros, sob o tenente-coronel Patrick Maxwell, em carga para salvar o 74º. A carga empurrou os maratas para o Juah.
No centro, a linha marata se desfez. Muitos artilheiros se fingiram de mortos junto às peças, deixaram a infantaria passar e voltaram a atirar pelas costas dela.
Wellesley voltou com o 78º e a cavalaria para retomar os canhões. Maxwell caiu numa segunda carga, já no fim da tarde.
Os maratas deixaram o campo ao anoitecer, rumo ao norte, cruzando o Juah. Ficaram para trás 98 canhões.
No relatório de Wellesley ao governador-geral, as perdas britânicas foram de 428 mortos e 1.156 feridos, quase um terço da tropa de linha. As maratas ficaram estimadas em uns 6.000 caídos.
Stevenson chegou no dia seguinte. Em novembro, as duas colunas juntas venceram os maratas em Argaum, e em dezembro Scindia e Bhonsle assinaram a paz.
Doze anos depois, Wellesley venceu Napoleão em Waterloo como duque de Wellington. Já velho, ainda dizia que Assaye tinha sido a melhor batalha da carreira dele.
Wellesley passou a tarde inteira na primeira linha, em cima de um cavalo e depois de outro.
Fica a pergunta · até amanhã Quantos cavalos Wellesley perdeu debaixo do corpo durante a tarde de Assaye? |
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