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A batalha de Egospótamos foi travada no final do verão de 405 a.C., no Helesponto, o estreito hoje chamado de Dardanelos, na Turquia. De um lado, a frota de Atenas. Do outro, a frota de Esparta e dos aliados do Peloponeso, comandada por Lisandro.
Em Egospótamos, Atenas perdeu a guerra do Peloponeso numa só tarde, e quase sem combate no mar.
A ficha do confronto:
| Data: | verão de 405 a.C. | | Local: | Egospótamos, Helesponto | | Lado ateniense: | Conon e Filocles | | Lado espartano: | Lisandro | | Arma do dia: | a espera | | Desfecho: | vitória espartana |
A guerra entre Atenas e Esparta já durava 26 anos. Atenas vivia do trigo do mar Negro, que descia pelo Helesponto em navios de carga. Quem fechasse o estreito deixava a cidade sem pão.
Lisandro sabia disso. Em 405 a.C., levou a frota para o norte, entrou no Helesponto e tomou Lâmpsaco de assalto.
Os atenienses estavam em Samos, do outro lado do mar Egeu. Correram para o norte com 180 trirremes, número registrado por Xenofonte nas Helênicas, e pararam em Egospótamos, na margem europeia, diante da cidade perdida.
Ali o estreito tinha poucos quilômetros de largura. Os dois acampamentos se viam.
Do lado asiático, Lisandro tinha uma cidade inteira às costas, com depósitos, água e mercado. Do lado europeu, os atenienses tinham a areia.
Durante quatro dias, a rotina não mudou. Os atenienses saíam em linha de batalha, esperavam diante de Lâmpsaco e voltavam. Lisandro mantinha os homens nos navios, armados, sem deixar ninguém desembarcar.
No quinto dia, os atenienses voltaram à praia como de costume e se espalharam atrás de comida. Os barcos de vigia espartanos, a meio caminho, ergueram um escudo de bronze, o sinal combinado, segundo Plutarco na Vida de Lisandro.
A frota espartana atravessou o estreito a remo forçado. Chegou à praia antes que a maior parte das tripulações atenienses conseguisse voltar.
Muitas trirremes foram tomadas vazias. Outras tinham só uma fileira de remadores a bordo e não conseguiram sair da areia.
Conon, um dos generais atenienses, foi o único a reagir a tempo. Juntou oito navios e escapou pelo estreito.
Antes de partir, mandou o Páralo, o navio oficial de mensagens de Atenas, levar a notícia para casa.
Lisandro desembarcou soldados e cercou os homens que corriam pela praia. Capturou milhares. Plutarco, na mesma Vida de Lisandro, fala em 3.000 atenienses executados depois da batalha.
O Páralo chegou ao Pireu, o porto de Atenas, à noite. A notícia subiu pelas muralhas longas até a cidade, de boca em boca.
“Naquela noite ninguém dormiu”, escreveu Xenofonte nas Helênicas, obra do século IV a.C., ao contar a chegada do navio.
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