In partnership with

Batalha do Dia   Batalha do Dia
ED 075
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

Os 18 navios de Almeida diante de Diu

Em fevereiro de 1509, o vice-rei português afundou a frota mameluca a tiro de bombarda, sem deixar o inimigo encostar.

Naus portuguesas em linha disparam contra galés no porto de Diu, 1509

Porto de Diu, Guzerate, 1509

▼
 

Um navio português para cada seis velas inimigas. Era a conta na boca do porto de Diu, no noroeste da Índia, na manhã de 3 de fevereiro de 1509.

De um lado, Francisco de Almeida, primeiro vice-rei da Índia portuguesa, com 18 navios. Do outro, a frota do almirante Mir Hussein, mandada do Egito pelo sultão mameluco, somada aos barcos do Guzerate e de Calecute.

A frota inimiga estava ancorada dentro do canal, colada à cidade. Atrás dela, a artilharia das muralhas de Diu cobria a água.

O jeito de lutar no oceano Índico, até então, era a abordagem (encostar o casco no do inimigo e saltar para o convés dele com espada e lança). Quem tinha mais homens a bordo costumava vencer.

Mir Hussein tinha mais homens. Contava com eles.

Almeida tinha outra conta na cabeça. Os navios portugueses levavam bombardas (canhões de ferro ou bronze que atiravam bolas de pedra e de ferro) em quantidade que nenhuma frota da região carregava.

Na véspera, ele reuniu os capitães e deu uma ordem fora do costume: ninguém encostava antes da hora. Primeiro o tiro, depois a espada.

Havia também um motivo pessoal. Onze meses antes, em Chaul, a mesma frota tinha cercado o navio de Lourenço de Almeida, filho do vice-rei, e o rapaz não saiu vivo.

O pai recebeu a notícia em Cochim. Mandou dizer que viria buscar a conta em pessoa.

Na manhã da batalha, esperou a virada do vento. Quando a brisa do mar começou a soprar para dentro do canal, os 18 navios entraram em linha, um atrás do outro, com os canhões de um só bordo virados para a frota ancorada.

Os primeiros tiros acertaram cascos parados. As galés (navios de remo, baixos e compridos) não tinham para onde fugir sem atravessar a linha de fogo.

Os zambucos de Calecute, barcos leves de vela triangular, tentaram se aproximar pelos flancos. Foram afundados antes de chegar à distância de um salto.

Ao cair da tarde, a frota de Mir Hussein já não existia como frota.

A seguir, o dia da batalha hora a hora, os homens que se enfrentaram em Diu e o plano que trocou o salto pelo tiro.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

Build Your First GTM Agent Workflow

Logging. Enrichment. Routing. It’s the GTM work that eats a startup’s week. Agents can own it so your team gets back to selling.

On October 28, HubSpot and Dust run Build, Buy, or Hire? live. No panel. We build your first automated workflow in HubSpot and Dust, including a post-call automation and a Slack account ownership layer, and you take the build home.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  A batalha de hoje

Uma tarde no canal de Diu

A batalha de Diu foi travada em 3 de fevereiro de 1509, no porto da ilha de Diu, na costa do Guzerate, atual estado indiano de Gujarat. De um lado, a armada portuguesa de Francisco de Almeida. Do outro, uma aliança entre o sultanato mameluco do Egito, o sultanato do Guzerate e o samorim de Calecute (o rei hindu da costa do Malabar).

Em Diu, pela primeira vez, uma frota europeia ganhou o comando do oceano Índico só com artilharia de bordo.

A ficha do confronto:

Data:3 de fevereiro de 1509
Local:porto de Diu, Guzerate
Lado português:Francisco de Almeida
Lado mameluco:Mir Hussein
Arma do dia:bombardas de bordo
Desfecho:vitória portuguesa

A guerra começou pelo comércio da pimenta. Desde 1498, quando Vasco da Gama chegou a Calecute, os portugueses tentavam desviar as especiarias da rota que passava pelo mar Vermelho e pelo Cairo.

A rota antiga enchia os cofres do sultão mameluco Qansuh al-Ghuri e dos mercadores de Veneza, que compravam a pimenta em Alexandria. Os dois perdiam dinheiro a cada nau (navio grande, de casco alto) portuguesa que voltava a Lisboa carregada.

O sultão mandou construir uma frota em Suez, no mar Vermelho. A madeira veio do Mediterrâneo, atravessou o deserto em lombo de camelo e foi montada na praia.

Em 1508, essa frota encontrou os portugueses em Chaul e venceu. Depois recuou para Diu, onde o governador da cidade, Malik Ayaz, a recebeu.

Almeida saiu de Cochim em dezembro de 1508. No caminho, atacou e queimou o porto de Dabul, aliado do Guzerate, e seguiu para o norte.

Chegou diante de Diu em 2 de fevereiro. Passou a noite fora da barra, estudando a posição do inimigo.

Na manhã seguinte, a armada entrou no canal com a maré e a brisa a favor. Os navios dispararam bordada atrás de bordada (a descarga de todos os canhões de um lado ao mesmo tempo).

As naus mamelucas tentaram cortar as amarras e avançar para a abordagem. As balas de pedra quebraram remos, mastros e costados antes que chegassem perto.

Só quando os cascos inimigos já estavam furados e adernando os portugueses encostaram e subiram a bordo. A capitânia de Mir Hussein foi tomada assim, com o convés já coberto de mortos.

Os zambucos de Calecute foram os primeiros a fugir. Os barcos do Guzerate quase não entraram na luta: Malik Ayaz os manteve perto da cidade.

Ao anoitecer, as naus e galés mamelucas estavam afundadas, queimadas ou capturadas. Mir Hussein escapou para terra ferido.

No dia seguinte, Malik Ayaz mandou emissários a bordo. Devolveu os portugueses presos desde Chaul e ofereceu paz.

 
 

II  Quem estava em campo

O vice-rei, o almirante e o governador

Em Diu, um pai de luto enfrentou um almirante vindo do Cairo, e o dono da cidade ficou olhando dos muros.

O vice-rei

Francisco de Almeida nasceu em Lisboa por volta de 1450, filho de uma família da alta nobreza. Lutou na guerra de Granada, ao lado dos reis de Castela, antes de servir ao rei Manuel I de Portugal.

Em 1505, partiu para o Oriente com o título de primeiro vice-rei da Índia. Levava ordem de construir fortalezas na costa e de fechar a passagem do mar Vermelho.

O filho

Lourenço de Almeida tinha pouco mais de 20 anos e comandava a frota do pai no mar. Em março de 1508, em Chaul, ficou preso no estuário com o seu navio enroscado em estacas de pesca.

Uma bala de canhão partiu-lhe a perna. Ele mandou que o amarrassem ao mastro e continuou dando ordens até cair no convés com outro tiro.

O almirante

Amir Hussein al-Kurdi, chamado pelos portugueses de Mir Hussein, era curdo de origem e governador de Jidá, o porto de Meca, a serviço do sultão do Cairo.

Comandava marinheiros do mar Vermelho e soldados mamelucos (a casta de guerreiros, comprados como escravos na infância, que governava o Egito). Sabia lutar de perto e confiava nisso.

O governador

Malik Ayaz tinha chegado à Índia como escravo, vendido a mercadores do Guzerate. Subiu até governar Diu em nome do sultão Mahmud Begada.

Recebeu Mir Hussein, mas não quis apostar a cidade inteira numa só batalha. Manteve os próprios barcos atrás e escreveu aos portugueses em segredo durante o cerco.

O rival em terra

Afonso de Albuquerque tinha chegado à Índia em dezembro de 1508 com uma carta do rei: ele era o novo governador. Almeida se recusou a entregar o cargo antes de vingar o filho.

Albuquerque ficou detido em Cananor enquanto a armada ia para o norte.

Uma testemunha

O cronista Gaspar Correia viveu na Índia nesses anos e recolheu a fala que Almeida teria dito aos capitães antes de partir.

“Quem comeu o frangão há de comer o galo, ou pagar por ele”, escreveu Gaspar Correia nas Lendas da Índia, crônica redigida a partir de 1550.

O frangão era Lourenço. O galo era a frota de Mir Hussein.

O que veio depois

Almeida tratou os prisioneiros com crueldade: mandou enforcar alguns nas vergas e amarrar outros à boca dos canhões.

Em novembro de 1509, entregou o governo a Albuquerque. Na viagem de volta, em março de 1510, desembarcou na baía da Mesa, no sul da África, e caiu numa escaramuça com os khoikhoi, pastores da região.

 

Quem banca a edição de hoje

Nobody's coming to approve your idea

People assume that real businesses get built by other people with more resources. It's how great ideas get stuck in notes apps and conversations.

But you don't need six months and a developer's salary to validate your concept. You just need a weekend. Describe what you want to exist and Lovable builds it: a real site, a real product, ready to accept real payments from real customers. Not a mockup to show people. An actual thing they can use.

You don't need anyone's sign-off to get started. Take $5 off your first month.

Discount of $5 applies to first month of any paid plan. You need to sign up via this webpage in order to claim the discount. The discount applies to new and returning users without an active paid plan. Terms apply.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O plano

Primeiro o tiro, depois a espada

O plano mameluco: esperar ancorado sob as muralhas de Diu, deixar os portugueses entrarem no canal e decidir a luta corpo a corpo.

O plano português: entrar em linha, ficar fora do alcance de um salto e quebrar os cascos com bombardas antes de qualquer contato.

A troca de Almeida: abrir mão da abordagem, em que os portugueses estavam em minoria, e lutar na distância, em que só eles tinham canhão bastante.

As naus portuguesas tinham sido feitas para o Atlântico. Eram altas, pesadas e lentas, mas aguentavam o coice de muitas bombardas sem se desmanchar.

As galés do mar Vermelho eram rápidas e baixas. Levavam poucos canhões, quase todos na proa, e muitos remadores.

Numa luta de perto, a galé vencia. Numa luta a distância, a nau tinha mais canhões disparando ao mesmo tempo.

A batalha seguiu quatro passos:

1. Esperar fora da barra a noite inteira, para entrar com maré e vento a favor.

2. Formar a linha e passar diante da frota ancorada, disparando com um só bordo.

3. Afundar primeiro os barcos leves, que podiam cercar a linha pelos lados.

4. Só abordar as naus inimigas já furadas, com a tripulação reduzida.

O vento era a peça mais delicada. Sem ele, as naus ficavam paradas no canal e viravam alvo das galés e das muralhas.

Almeida esperou a brisa do mar, que no inverno do Guzerate costuma subir perto do meio-dia. Com ela, os navios avançaram devagar, sem parar de atirar.

A artilharia das muralhas de Diu disparou pouco. Malik Ayaz, de olho no resultado, deixou a cidade quase fora da luta.

Os portugueses gastaram horas em tiro antes de encostar. Quando subiram nas naus mamelucas, encontraram conveses desfeitos e homens feridos.

A vitória deu a Portugal o controle das rotas do Índico ocidental. Em 1510, Albuquerque tomou Goa, que se tornou a capital portuguesa no Oriente.

Mir Hussein voltou ao mar Vermelho. Em 1517, ainda comandava a defesa de Jidá contra uma armada portuguesa.

Diu, a cidade da batalha, só passou às mãos portuguesas em 1535, por um acordo com o sultão do Guzerate.

Ficou portuguesa até 1961.

 
 
Quiz da edição

Na boca do porto de Diu, qual era a proporção de navios portugueses para velas inimigas segundo o texto?

A1 para 3
B1 para 6
C1 para 10
D1 para 12

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🏹🏹🏹🏹🏹  ótima 🏹🏹🏹🏹  boa 🏹🏹🏹  ok 🏹🏹  ruim 🏹  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 21/10, 23h

A Rio Fei →
B Legnano →
C Castillon →
D Cerco de Kazan →
 
Recomendação de Newsletter
Ciência Bizarra

Ciência Bizarra

Todo dia, 20:20. Um fenômeno verificado que desafia o senso comum, com a fonte na mesa. Espanto com paper, não com clique.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 
 
 

Cessar-fogo até amanhã.

Batalha do Dia

BATALHA DO DIA

Uma batalha por dia

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter