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O plano mameluco: esperar ancorado sob as muralhas de Diu, deixar os portugueses entrarem no canal e decidir a luta corpo a corpo.
O plano português: entrar em linha, ficar fora do alcance de um salto e quebrar os cascos com bombardas antes de qualquer contato.
A troca de Almeida: abrir mão da abordagem, em que os portugueses estavam em minoria, e lutar na distância, em que só eles tinham canhão bastante.
As naus portuguesas tinham sido feitas para o Atlântico. Eram altas, pesadas e lentas, mas aguentavam o coice de muitas bombardas sem se desmanchar.
As galés do mar Vermelho eram rápidas e baixas. Levavam poucos canhões, quase todos na proa, e muitos remadores.
Numa luta de perto, a galé vencia. Numa luta a distância, a nau tinha mais canhões disparando ao mesmo tempo.
A batalha seguiu quatro passos:
1. Esperar fora da barra a noite inteira, para entrar com maré e vento a favor.
2. Formar a linha e passar diante da frota ancorada, disparando com um só bordo.
3. Afundar primeiro os barcos leves, que podiam cercar a linha pelos lados.
4. Só abordar as naus inimigas já furadas, com a tripulação reduzida.
O vento era a peça mais delicada. Sem ele, as naus ficavam paradas no canal e viravam alvo das galés e das muralhas.
Almeida esperou a brisa do mar, que no inverno do Guzerate costuma subir perto do meio-dia. Com ela, os navios avançaram devagar, sem parar de atirar.
A artilharia das muralhas de Diu disparou pouco. Malik Ayaz, de olho no resultado, deixou a cidade quase fora da luta.
Os portugueses gastaram horas em tiro antes de encostar. Quando subiram nas naus mamelucas, encontraram conveses desfeitos e homens feridos.
A vitória deu a Portugal o controle das rotas do Índico ocidental. Em 1510, Albuquerque tomou Goa, que se tornou a capital portuguesa no Oriente.
Mir Hussein voltou ao mar Vermelho. Em 1517, ainda comandava a defesa de Jidá contra uma armada portuguesa.
Diu, a cidade da batalha, só passou às mãos portuguesas em 1535, por um acordo com o sultão do Guzerate.
Ficou portuguesa até 1961.
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