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O plano japonês: usar a vantagem de velocidade para passar diante da coluna russa e concentrar o fogo nos navios da frente.
O plano russo: romper o estreito em coluna, aguentar o combate e chegar a Vladivostok com o máximo de navios.
A curva de Togo: virar a linha inteira na frente do inimigo, aceitando alguns minutos de exposição.
Às 13h39, as linhas se viram em rumos opostos. Se seguissem assim, passariam uma pela outra e o combate duraria poucos minutos.
Togo queria o contrário. Para lutar no mesmo rumo dos russos e à frente deles, a frota japonesa tinha de dar meia-volta.
A manobra seguiu três passos:
1. Às 14h05, o Mikasa virou para a esquerda, a cerca de 6 mil metros da coluna russa.
2. Cada navio japonês seguiu o da frente e virou exatamente no mesmo ponto do mar, desenhando um U.
3. Terminada a volta, a linha japonesa navegava no mesmo rumo dos russos, já atravessada diante da cabeça da coluna.
Durante a curva, o ponto de virada ficou parado no mar. Os artilheiros russos só precisavam mirar ali. Às 14h08, o Knyaz Suvorov abriu fogo.
O Mikasa levou dezenas de impactos nos primeiros minutos. Nenhum navio japonês saiu da linha.
Os russos atiravam mal. Cansados da viagem e com pouco treino de tiro, erravam a distância, e os projéteis caíam espalhados em volta do ponto de virada.
Completada a volta, os japoneses responderam. Eram mais rápidos, perto de 15 nós contra os 9 da coluna russa, e conseguiam manter a posição à frente dela.
O fogo caiu sobre os navios da frente, primeiro o Suvorov e o Oslyabya. Os projéteis japoneses, carregados com o explosivo shimose, incendiavam a tinta, a madeira e o carvão empilhado no convés.
Nos encouraçados russos, a cinta de blindagem estava debaixo da água por causa do excesso de carvão. Os tiros acertavam acima dela, no aço fino do casco.
Às 14h50, o Oslyabya virou de lado e afundou. Foi o primeiro encouraçado da história a ir ao fundo só por tiros de canhão.
Ao anoitecer, o Suvorov, o Imperador Alexandre III e o Borodino também tinham afundado.
Em setembro de 1905, a Rússia assinou a paz em Portsmouth, nos Estados Unidos, com a mediação do presidente Theodore Roosevelt.
Rozhestvensky voltou à Rússia em 1906 para responder a um tribunal naval, com Nebogatov e os oficiais do Bedovy. Pediu a culpa toda para si.
Fica a pergunta · até amanhã O que o tribunal naval de Kronstadt decidiu sobre Rozhestvensky? |
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