In partnership with

Batalha do Dia   Batalha do Dia
ED 073
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

O U de Togo diante da frota do Báltico

Em maio de 1905, no estreito de Tsushima, o almirante japonês virou a coluna a 6 mil metros e cruzou a frente da linha russa.

A frota japonesa vira em U diante da linha russa em Tsushima, 1905

A curva de Togo em Tsushima, maio de 1905

▼
 

Uma em três. Era a chance de Heihachiro Togo acertar a rota da frota russa em maio de 1905. Para chegar a Vladivostok, o almirante Rozhestvensky podia passar pelo estreito de Tsushima, pelo de Tsugaru ou pelo de La Pérouse, bem mais ao norte.

Togo escolheu esperar em Tsushima, na baía de Masan, na costa da Coreia. Se errasse, a frota inimiga chegaria inteira ao porto russo, e o Japão perderia o domínio do mar que sustentava o exército na Manchúria.

Durante dias, nenhum navio apareceu. No estado-maior japonês, já se falava em subir para o norte.

Na madrugada de 27 de maio, às 2h45, o cruzador auxiliar Shinano Maru patrulhava a neblina a oeste das ilhas Goto. O vigia viu luzes acesas no mar.

Eram as luzes do Orel, um navio-hospital russo. Pelas regras da guerra, ele navegava iluminado.

O Shinano Maru chegou mais perto e contou silhuetas atrás dele. Às 4h45, o rádio do cruzador mandou a mensagem: o inimigo estava no quadrado 203 e seguia para o estreito leste.

Togo recebeu o aviso a bordo do encouraçado Mikasa e mandou a frota sair. Telegrafou a Tóquio que ia atacar, apesar do tempo bom e do mar alto.

Do outro lado, os russos vinham devagar. Eram 38 navios, entre encouraçados, cruzadores, transportes e o hospital iluminado. A coluna andava no passo do barco mais lento, perto de 9 nós.

Os conveses dos encouraçados estavam cheios de sacos de carvão. A tripulação tinha embarcado carga extra no último porto, com medo de ficar sem combustível antes de Vladivostok.

Esse peso a mais afundava os cascos. A cinta de blindagem, a faixa grossa de aço feita para receber os tiros na linha da água, ficava quase toda submersa.

A seguir, a viagem de sete meses que trouxe a frota do Báltico ao outro lado do mundo, os dois almirantes frente a frente e a curva que decidiu a tarde.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

Build Your First GTM Agent Workflow

Logging. Enrichment. Routing. It’s the GTM work that eats a startup’s week. Agents can own it so your team gets back to selling.

On October 28, HubSpot and Dust run Build, Buy, or Hire? live. No panel. We build your first automated workflow in HubSpot and Dust, including a post-call automation and a Slack account ownership layer, and you take the build home.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  A batalha de hoje

Sete meses de mar até o estreito

A resposta de ontem

O que fizeram com a ponte de ferro de Flix?

Dinamitaram a ponte. Na madrugada de 16 de novembro de 1938, assim que os últimos soldados do 15º Corpo de Manuel Tagüeña chegaram à margem esquerda, os sapadores explodiram a ponte de ferro de Flix para os nacionalistas não a usarem, como registra Hugh Thomas em A Guerra Civil Espanhola (1961).

A Batalha de Tsushima foi travada em 27 e 28 de maio de 1905, no estreito entre a Coreia e o Japão. Foi o combate decisivo da Guerra Russo-Japonesa e opôs a Frota Combinada japonesa ao Segundo Esquadrão do Pacífico, a frota que a Rússia mandou do mar Báltico.

Em Tsushima, uma frota que tinha viajado meio mundo foi desmontada em menos de um dia.

A ficha do confronto:

Data:27 e 28 mai. 1905
Local:estreito de Tsushima
Lado japonês:Heihachiro Togo
Lado russo:Zinovy Rozhestvensky
Arma do dia:a curva em U
Desfecho:vitória japonesa

A guerra tinha começado em fevereiro de 1904, com um ataque japonês de torpedeiros à frota russa em Port Arthur, na Manchúria. Os dois impérios disputavam a Coreia e o controle do norte da China.

Em poucos meses, a esquadra russa do Pacífico ficou presa no porto de Port Arthur, cercada por terra e por mar.

O czar Nicolau II mandou então uma segunda frota, montada no Báltico, para socorrer Port Arthur e retomar o mar.

A frota saiu de Libau, na atual Letônia, em outubro de 1904. Na primeira semana, no mar do Norte, os russos confundiram barcos de pesca ingleses com torpedeiros japoneses e abriram fogo. Morreram pescadores, e a Grã-Bretanha, aliada do Japão, quase entrou na guerra.

Daí em diante, os portos ingleses ficaram fechados à frota. O carvão vinha de navios carvoeiros alemães, carregado em mar aberto, saco por saco, no calor da costa da África.

Foram cerca de 33 mil quilômetros, contornando o Cabo da Boa Esperança e parando meses em Madagascar.

Em janeiro de 1905, ainda no caminho, chegou a notícia: Port Arthur tinha se rendido. O objetivo da viagem desapareceu, e a frota seguiu para Vladivostok, o único porto russo que restava no Pacífico.

Em 27 de maio, a frota entrou no estreito. Às 13h39, as duas linhas se avistaram.

A luta durou o resto da tarde e a noite. Os torpedeiros japoneses atacaram no escuro os navios que sobraram.

Na manhã de 28 de maio, o contra-almirante Nikolai Nebogatov, cercado com cinco navios, içou o sinal de rendição.

Dos 38 navios russos, 21 foram afundados e 7 capturados. Morreram mais de 4 mil marinheiros russos e cerca de 6 mil foram feitos prisioneiros. O Japão perdeu três torpedeiros e 117 homens.

Só três navios chegaram a Vladivostok: o cruzador Almaz e dois contratorpedeiros.

 
 

II  Quem estava em campo

O almirante do Báltico e o aluno da Inglaterra

Em Tsushima, um almirante da corte russa enfrentou um oficial japonês formado na marinha mercante inglesa.

O almirante do czar

Zinovy Rozhestvensky tinha 56 anos e chefiava o estado-maior da Marinha Imperial. Era conhecido pelo temperamento duro: gritava com os oficiais e jogava binóculos no mar quando uma manobra saía errada.

O czar o escolheu para comandar a viagem. Rozhestvensky fez a frota atravessar meio mundo sem perder um navio de guerra, um feito que poucos achavam possível.

O homem do Mikasa

Heihachiro Togo tinha 57 anos. Nascido em Kagoshima, no clã Satsuma, foi mandado ainda jovem para a Inglaterra, onde estudou sete anos no navio-escola Worcester, no rio Tâmisa.

Em 1894, na guerra contra a China, afundou o transporte Kowshing e ficou conhecido no Japão inteiro. Em 1904, comandou o bloqueio de Port Arthur.

Era um comandante calado. Falava pouco nas reuniões, ouvia os oficiais mais jovens e decidia sozinho. Na marinha japonesa, o apelido dele era o almirante silencioso, e a frota inteira sabia que uma ordem dele não voltava atrás.

O planejador

O capitão de fragata Saneyuki Akiyama, oficial do estado-maior de Togo, desenhou o plano de batalha. Tinha estudado nos Estados Unidos e dividiu o combate em sete fases, da tarde até a perseguição do dia seguinte.

Ao lado de Togo, o vice-almirante Hikonojo Kamimura comandava os cruzadores blindados, a segunda divisão da linha japonesa.

O sinal

Às 13h55, já com os russos à vista, o Mikasa içou a bandeira Z, a letra que no código japonês daquele dia trazia uma mensagem fixa.

“O destino do Império depende desta batalha. Que cada homem cumpra o seu dever com o máximo de esforço”, dizia o sinal de Heihachiro Togo à Frota Combinada, em 27 de maio de 1905.

Do lado russo

O segundo homem da frota russa, o contra-almirante Dmitry Folkersam, tinha morrido de doença dias antes da batalha. A morte foi escondida da tripulação, e a bandeira dele continuou içada no encouraçado Oslyabya.

Nebogatov vinha atrás, com navios velhos e lentos que tinham saído do Báltico depois e alcançado a frota no caminho.

O que veio depois

Rozhestvensky foi ferido na cabeça no começo da tarde. Retirado do Knyaz Suvorov em chamas, passou para um contratorpedeiro e acabou capturado pelos japoneses no Bedovy.

Togo virou herói nacional. O Mikasa está até hoje preservado como navio-museu em Yokosuka.

 

Quem banca a edição de hoje

Yes, that Arnold Schwarzenegger.

He has a newsletter on beehiiv. So do Codie Sanchez, Jay Shetty, David Begnaud, Colin & Samir, and Joanna Stern.

They could publish just about anywhere. They chose beehiiv to build a direct connection with the people who want to hear from them most. And you can do the same, whether you’re world-famous or just at the start of your plan for world domination.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O plano

A curva em U debaixo de fogo

O plano japonês: usar a vantagem de velocidade para passar diante da coluna russa e concentrar o fogo nos navios da frente.

O plano russo: romper o estreito em coluna, aguentar o combate e chegar a Vladivostok com o máximo de navios.

A curva de Togo: virar a linha inteira na frente do inimigo, aceitando alguns minutos de exposição.

Às 13h39, as linhas se viram em rumos opostos. Se seguissem assim, passariam uma pela outra e o combate duraria poucos minutos.

Togo queria o contrário. Para lutar no mesmo rumo dos russos e à frente deles, a frota japonesa tinha de dar meia-volta.

A manobra seguiu três passos:

1. Às 14h05, o Mikasa virou para a esquerda, a cerca de 6 mil metros da coluna russa.

2. Cada navio japonês seguiu o da frente e virou exatamente no mesmo ponto do mar, desenhando um U.

3. Terminada a volta, a linha japonesa navegava no mesmo rumo dos russos, já atravessada diante da cabeça da coluna.

Durante a curva, o ponto de virada ficou parado no mar. Os artilheiros russos só precisavam mirar ali. Às 14h08, o Knyaz Suvorov abriu fogo.

O Mikasa levou dezenas de impactos nos primeiros minutos. Nenhum navio japonês saiu da linha.

Os russos atiravam mal. Cansados da viagem e com pouco treino de tiro, erravam a distância, e os projéteis caíam espalhados em volta do ponto de virada.

Completada a volta, os japoneses responderam. Eram mais rápidos, perto de 15 nós contra os 9 da coluna russa, e conseguiam manter a posição à frente dela.

O fogo caiu sobre os navios da frente, primeiro o Suvorov e o Oslyabya. Os projéteis japoneses, carregados com o explosivo shimose, incendiavam a tinta, a madeira e o carvão empilhado no convés.

Nos encouraçados russos, a cinta de blindagem estava debaixo da água por causa do excesso de carvão. Os tiros acertavam acima dela, no aço fino do casco.

Às 14h50, o Oslyabya virou de lado e afundou. Foi o primeiro encouraçado da história a ir ao fundo só por tiros de canhão.

Ao anoitecer, o Suvorov, o Imperador Alexandre III e o Borodino também tinham afundado.

Em setembro de 1905, a Rússia assinou a paz em Portsmouth, nos Estados Unidos, com a mediação do presidente Theodore Roosevelt.

Rozhestvensky voltou à Rússia em 1906 para responder a um tribunal naval, com Nebogatov e os oficiais do Bedovy. Pediu a culpa toda para si.

Fica a pergunta  ·  até amanhã

O que o tribunal naval de Kronstadt decidiu sobre Rozhestvensky?

 
 
Quiz da edição

Na madrugada de 27 de maio de 1905, qual navio japonês avistou primeiro a frota russa na neblina?

AMikasa
BOslyabya
CShinano Maru
DOrel

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🏹🏹🏹🏹🏹  ótima 🏹🏹🏹🏹  boa 🏹🏹🏹  ok 🏹🏹  ruim 🏹  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 19/10, 23h

A Bach Dang →
B Ain Jalut →
C Gate Pa →
D Tenochtitlan 1521 →
 
Recomendação de Newsletter
Mistérios Milenares

Mistérios Milenares

Toda noite, 20:20 na sua caixa: o enigma, as evidências e a pergunta que ninguém respondeu. Com o rigor que você sempre quis e nunca achou em português.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 
 
 

Cessar-fogo até amanhã.

Batalha do Dia

BATALHA DO DIA

Uma batalha por dia

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter