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Em Legnano, um imperador sem o reforço que pediu enfrentou cidades que tinham aprendido a lutar juntas.
O imperador
Frederico I nasceu por volta de 1122, na casa dos Hohenstaufen, da Suábia. Os italianos o chamavam Barbarossa (barba ruiva) pela cor da barba. Foi eleito rei dos germânicos em 1152 e coroado imperador em Roma em 1155.
Gastou a vida tentando segurar a Itália e desceu os Alpes seis vezes com exército. Em Legnano tinha uns 54 anos e duas décadas de guerra contra as mesmas cidades.
O primo que não veio
Henrique, o Leão, era o príncipe mais rico da Alemanha. No encontro de Chiavenna, no início de 1176, Barbarossa pediu tropas, e a tradição conta que o imperador chegou a se ajoelhar. Henrique quis em troca a cidade de Goslar e as minas de prata dela, e o acordo não saiu.
Barbarossa não esqueceu. Em 1180, tirou de Henrique os dois ducados e o mandou para o exílio.
Os arcebispos
Filipe de Heinsberg, arcebispo de Colônia, e Wichmann, arcebispo de Magdeburgo, trouxeram a tropa que desceu os Alpes. Os cronistas não concordam sobre quantos cavaleiros eram, e nenhuma cifra das fontes é segura.
A Liga
A Liga Lombarda era governada por reitores, um ou dois por cidade, que decidiam a guerra em conjunto. Milão dava o grosso da infantaria. As cidades menores mandavam cavalaria.
Os milaneses lutavam por bairro: cada porta da cidade formava a sua companhia, com vizinhos ao lado de vizinhos. Quem fugia da linha fugia diante da própria rua.
A Companhia da Morte
Cronistas posteriores falam de uma Companhia da Morte, 900 jovens que juraram guardar o carroccio até cair. Galvano Fiamma, frade milanês do século XIV, deu a eles um chefe, Alberto da Giussano.
Nenhuma fonte de 1176 cita Alberto. Historiadores o tratam como lenda, escrita quase 150 anos depois da batalha. Mesmo assim, a estátua dele está em Legnano desde 1900.
Os cavaleiros que voltaram
A cavalaria de Bréscia era a maior entre as aliadas. Na fuga inicial, ela não se desfez de todo: os comandantes pararam os homens, juntaram os de outras cidades e os trouxeram de volta.
As fontes não guardaram quem deu a ordem de voltar. Guardaram só o resultado: o golpe no flanco imperial.
A imperatriz
Beatriz da Borgonha, a mulher de Barbarossa, esperava em Pavia. Com a notícia de que o marido tinha caído, vestiu luto. Ele apareceu na cidade três dias depois, com poucos homens, depois de cruzar o campo escondido.
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