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A Batalha de Cerignola foi travada em 28 de abril de 1503, ao pé da cidade de Cerignola, na Apúlia, região do sul da Itália. Opôs o exército espanhol de Gonzalo Fernández de Córdoba, a serviço do rei Fernando de Aragão, ao exército francês do rei Luís XII, comandado pelo duque de Nemours.
Em Cerignola, a cavalaria mais temida da Europa parou diante de uma vala de vinhedo que a infantaria espanhola tinha cavado na mesma tarde.
A ficha do confronto:
| Data: | 28 de abril de 1503, ao entardecer | | Local: | Cerignola, na Apúlia | | Comando espanhol: | Gonzalo de Córdoba | | Comando francês: | duque de Nemours | | Desfecho: | vitória espanhola | | Fontes: | Guicciardini, Storia d'Italia |
A guerra começou com um acordo. Em 1500, pelo Tratado de Granada, Luís XII e Fernando dividiram em segredo o reino de Nápoles: o norte para a França, a Calábria e a Apúlia para a Espanha. O rei Frederico de Nápoles, primo de Fernando, perdeu o trono no ano seguinte.
O tratado deixou sem dono claro a Capitanata, faixa de pasto entre as 2 metades, e a alfândega das ovelhas (o imposto cobrado dos rebanhos que desciam da montanha para passar o inverno na planície). Em 1502, a briga pela renda virou guerra aberta.
Os franceses tinham mais homens e mais cavalos. Gonzalo se fechou em Barletta e passou meses cercado, com pouca comida e sem dinheiro para pagar a tropa.
Em fevereiro de 1503, ainda no cerco, 13 cavaleiros italianos a serviço da Espanha venceram 13 franceses num duelo combinado, o Desafio de Barletta (Disfida di Barletta, em italiano). A vitória não mudou o mapa, mas segurou o ânimo da guarnição.
Em abril chegaram os lansquenetes, contratados com licença do imperador Maximiliano. Na mesma semana, em 21 de abril, outro exército espanhol derrotou o francês Robert Stuart d'Aubigny em Seminara, na Calábria. Gonzalo deixou Barletta e foi atrás de Nemours.
A carga francesa se quebrou na vala. Nemours foi atingido por um tiro de arcabuz entre os primeiros cavaleiros e caiu do cavalo. Os piqueiros suíços avançaram a pé logo depois, bateram no mesmo barranco, e o capitão deles, Chandieu, também foi abatido.
Quando a linha francesa vacilou, a cavalaria espanhola saiu pelos lados e a infantaria desceu o parapeito. Yves d'Alègre deixou o campo com a retaguarda.
Em 16 de maio de 1503, Gonzalo entrou em Nápoles. Em dezembro, venceu os franceses outra vez junto ao rio Garigliano, e o Tratado de Lyon, em 1504, deixou o reino com a Espanha.
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