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O plano russo: atacar pelo sul com a frota inteira, cortar o caminho sueco para a fortaleza de Svartholm, a oeste, e entregar a vitória no dia de festa da imperatriz.
O plano sueco: ficar ancorado entre as ilhas, esperar o inimigo entrar no arco e atirar de dois lados.
A aposta sueca: parada, a linha não se desmanchava; quem viesse remando contra o vento ia chegar desmanchado.
O plano de Gustavo III e Cronstedt seguiu três passos:
1. Ancorar a frota numa linha curva entre as ilhas de Muslaö e Kutsalö.
2. Erguer baterias de canhão nas ilhotas de Kråkskär e Sandskär.
3. Guardar uma reserva atrás da linha para soltar onde os russos cedessem.
O primeiro passo dependia da curva. Com a linha dobrada, um barco russo que entrasse no arco levava tiro de frente e de lado. No centro ficavam as fragatas do arquipélago e as galés de Stedingk; nas pontas, as canhoneiras de Törning e Hjelmstjerna.
O segundo passo ficou pronto na véspera: as baterias foram concluídas em 8 de julho e cobriam os flancos da linha.
A ancoragem compensava o canhão a menos. Os barcos russos levavam a artilharia no costado (a lateral do casco) e precisavam virar de lado para atirar. A maioria dos barcos suecos levava os canhões na proa e, ancorados de frente para o sul, apontavam sem manobra.
Às oito, a capitânia russa (o barco do comandante) deu o sinal de ataque. Às nove e meia, os primeiros barcos russos chegaram ao alcance no flanco oeste, e o fogo correu a linha inteira.
A ala direita de Törning levou o peso maior. Os suecos soltaram a reserva ali, e o contra-ataque desmanchou a ala esquerda russa.
O vendaval fez o resto do trabalho. As galés russas do centro, que dependiam dos remos para manter a posição, pegaram o vento de lado e foram empurradas para dentro do arco, entre as duas pontas da linha sueca.
Perto das três da tarde, metade dos barcos de Hjelmstjerna cruzou um canal estreito entre as ilhas de Legma e Kutsalö e apareceu atrás da frota russa. Do lado russo, parte da frota leu a manobra como ordem de recuar e deu as costas, deixando o centro sozinho.
Ao entardecer, barcos russos à deriva batiam na linha sueca, pegavam fogo ou encalhavam nas pedras. Às oito da noite, Nassau-Siegen mandou recuar e queimar os barcos à deriva, para os suecos não levarem nenhum.
O combate parou às dez. Na madrugada, o vento caiu, e as canhoneiras suecas caçaram os barcos russos em fuga até as nove da manhã de 10 de julho.
A Rússia perdeu cerca de 50 barcos, entre afundados, queimados e capturados. Entre os capturados estava a Catarina, a capitânia de Nassau-Siegen, com a bagagem do príncipe a bordo.
O historiador finlandês Tapani Mattila contou, num livro de 1983, cerca de 6.000 russos feitos prisioneiros.
A Suécia perdeu seis.
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