In partnership with

Batalha do Dia   Batalha do Dia
ED 089
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

Em Curalaba, 300 mapuches empurraram a Espanha até o Biobío

Em 1598, o lonko Pelantaro cercou de madrugada o governador Óñez de Loyola, acampado sem guarda à beira do rio Lumaco.

Acampamento espanhol na margem do rio Lumaco, Chile, 1598

Rio Lumaco, Araucanía, Chile, 1598

▼
 

Dois em 50. Foi a conta dos espanhóis vivos depois do amanhecer em Curalaba, segundo as crônicas da época, e os dois sobraram como prisioneiros. Para os soldados do governador do Chile, deitados na relva à beira do rio Lumaco, a chance de ver o dia seguinte dependia de um cavalo selado e de uma sentinela acordada. Faltaram os dois.

Era a noite de 22 de dezembro, em 1598. Martín García Óñez de Loyola, governador do Chile havia seis anos, vinha da cidade de La Imperial rumo a Angol com uma escolta de cerca de 50 espanhóis e um grupo de auxiliares indígenas. Tinha marchado o dia inteiro sob o calor do verão do sul.

Parou num descampado chamado Curalaba, na margem do Lumaco. Os homens soltaram os cavalos para pastar, tiraram as armaduras e dormiram.

O lugar ficava em Purén, a zona mais rebelde da Araucanía (as terras mapuches ao sul do rio Biobío). Os mapuches, o povo nativo do centro-sul do Chile, acompanhavam a coluna desde a partida. Os batedores contavam homens, cavalos e arcabuzes (as armas de fogo de mecha da época).

Atrás das colinas, o lonko (chefe mapuche) Pelantaro reunia cerca de 300 guerreiros, muitos deles a cavalo. Com ele vinham os chefes Anganamón e Guaiquimilla.

Na última hora escura de 23 de dezembro, os mapuches fecharam o cerco em silêncio. O ataque veio por vários lados, com lanças, maças de madeira e cavaleiros correndo entre as barracas.

Os espanhóis acordaram já cercados. Poucos chegaram às armas. Nenhum chegou aos cavalos.

O combate durou pouco. O governador tombou com a escolta, e a notícia correu pelas comunidades do sul em poucos dias.

Aqui embaixo, o tamanho da derrota, quem eram Pelantaro e Óñez de Loyola, e como uma emboscada de madrugada desenhou o mapa do Chile por quase três séculos.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

Take the scenic route. Keep the connection.

The best part of a trip might be when your phone loses service. 

With the ZOLEO Satellite Communicator and its companion app, you can send messages beyond cell coverage, share your location, and keep the people who matter part of the journey. An “I’m OK” check-in message from camp. An update when plans change. A little reassurance for everyone back home. 

Make staying connected part of your packing list. Save 20% on a regularly priced ZOLEO Satellite Communicator with code CONNECT20.

Not valid on sale-priced devices or with other discounts. Valid outside promotional sale periods.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  A batalha de hoje

A noite no rio Lumaco

A Batalha de Curalaba, chamada pelos cronistas espanhóis de Desastre de Curalaba, opôs os mapuches comandados pelo lonko Pelantaro à escolta do governador do Chile, Martín García Óñez de Loyola. Aconteceu na madrugada de 23 de dezembro, em 1598, na margem do rio Lumaco, na Araucanía. Terminou com a escolta destruída e o governador entre os mortos.

Em Curalaba, 300 guerreiros desfizeram numa madrugada meio século de conquista espanhola ao sul do Biobío.

A ficha da batalha:

Data:23 de dezembro, 1598
Local:Curalaba, Chile
Mapuches:Pelantaro
Espanhóis:Martín García Óñez de Loyola
Força mapuche:cerca de 300
Força espanhola:cerca de 50
Desfecho:vitória mapuche

A guerra entre espanhóis e mapuches tinha começado nos anos 1540, quando Pedro de Valdivia desceu do Peru e fundou Santiago. Em 1553, o próprio Valdivia caiu prisioneiro do líder mapuche Lautaro na batalha de Tucapel e foi executado.

Depois dele, os espanhóis ergueram Concepción, junto à foz do Biobío, e mais ao sul Angol, La Imperial, Villarrica, Valdivia e Osorno. Viviam do ouro dos rios e do trabalho forçado na encomenda (o sistema em que o colono recebia povos inteiros como mão de obra).

Óñez de Loyola chegou ao Chile em 1592 com ordem de acabar a guerra. Fundou Santa Cruz de Coya, batizada em honra da mulher, e tentou negociar com as comunidades do vale central da Araucanía.

A viagem de dezembro era uma ronda de inspeção entre as cidades do sul. A escolta pequena mostrava confiança: o governador achava a região calma o bastante para cruzar Purén sem um exército.

A notícia de Curalaba desmentiu a confiança. Nos meses seguintes, as comunidades se levantaram em toda a região. Os mapuches cercaram as cidades uma por uma, cortaram as estradas e queimaram as plantações.

Santa Cruz de Coya e Angol foram abandonadas em 1599. Valdivia foi saqueada e incendiada em novembro de 1599. La Imperial resistiu a um cerco de meses e foi evacuada em 1600.

Villarrica caiu em 1602, depois de um cerco de quase três anos. Osorno foi abandonada em 1604.

A historiografia chilena chama o período de Destruição das Sete Cidades. Em seis anos, a fronteira espanhola recuou para o rio Biobío, e o território ao sul voltou ao controle mapuche.

Os sobreviventes das cidades fugiram para Chiloé, para Concepción e para o norte. Centenas de espanhóis, entre eles mulheres e crianças, ficaram cativos nas comunidades mapuches, e muitos nunca voltaram.

 
 

II  Quem estava em campo

Um capitão basco contra o lonko de Purén

Os dois chefes de Curalaba vinham de guerras longas: um tinha capturado o último inca de Vilcabamba, o outro comandava a região mapuche mais difícil de dobrar.

O governador espanhol

Martín García Óñez de Loyola nasceu em 1549, em Azpeitia, no País Basco. Era sobrinho-neto de Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus.

Foi ao Peru como capitão da guarda do vice-rei Francisco de Toledo. Em 1572, na expedição contra Vilcabamba, o último refúgio inca nos Andes, capturou Túpac Amaru, o último soberano inca, executado em Cusco meses depois.

Como recompensa, casou com Beatriz Clara Coya, princesa inca e filha de Sayri Túpac. Ganhou terras e prestígio, e em 1592 assumiu o governo do Chile.

No Chile, achou uma guerra sem dinheiro. Tinha poucos soldados, mal pagos, espalhados em cidades distantes umas das outras. Pediu reforços ao rei, e eles chegavam aos poucos.

O lonko de Purén

Pelantaro era lonko na região de Purén e Lumaco, no vale entre a cordilheira de Nahuelbuta e os Andes. As crônicas espanholas o descrevem como chefe de guerra experiente e registram pouco da vida dele antes de 1598.

O lonko mapuche não era rei. Liderava pela palavra, pelo prestígio e pela vitória, e a guerra se decidia em reuniões dos chefes de várias comunidades. Pelantaro precisou convencer os vizinhos a lutar.

Depois de Curalaba, segundo os cronistas, levou a cabeça do governador como troféu, e o crânio circulou entre as comunidades como prova da vitória.

Seguiu em guerra por mais de uma década. Os registros espanhóis o mostram negociando a paz em 1616. A data e o lugar da morte dele ficaram sem registro, porque as crônicas eram escritas pelo lado espanhol e perderam o rastro dele depois da paz.

Os outros chefes

Anganamón, outro lonko de Purén, comandou parte do ataque. Em 1612, foi ele quem matou três missionários jesuítas no vale de Elicura, depois de os espanhóis abrigarem mulheres dele fugidas para o forte.

Guaiquimilla, chefe na zona de Lumaco, completava o comando mapuche da noite.

Os homens da escolta

A escolta juntava soldados veteranos, oficiais da casa do governador e um clérigo. Segundo as crônicas, os dois vivos foram o clérigo Bartolomé Pérez e o soldado Bernardo de Pereda, ferido, ambos levados como cativos.

Os yanaconas (indígenas a serviço dos espanhóis) também caíram em grande número. Quantos eram, as crônicas não acertam: os números variam de cronista para cronista.

 

Quem banca a edição de hoje

1,000,000 Men Use This. You Probably Know One.

Most men don't think about their skin until eye bags, dark spots, and wrinkles show up at once. Particle Face Cream is a groundbreaking men's formula that fights all three, while also restoring firmness and hydrating deeply. No complicated routine. Trusted by over a million men. 30-day money-back guarantee. 20% off with code BH20.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O plano

Esperar o acampamento dormir

O plano mapuche: seguir a coluna, esperar o acampamento descuidado e atacar no escuro.

O plano espanhol: cruzar Purén rápido, contar com a fama da cavalaria e chegar a Angol sem combate.

A aposta mapuche: cansados, os espanhóis iam dormir sem guarda.

O plano de Pelantaro seguiu três passos:

1. Seguir a escolta de longe desde La Imperial, sem ser visto.

2. Cercar o acampamento de Curalaba durante a noite, por vários lados.

3. Atacar na última hora escura, antes de os espanhóis montarem.

O primeiro passo dependia do terreno. Purén era mata, banhado e colina, e os mapuches conheciam cada trilha. Uma coluna de 50 cavaleiros com bagagem não passava despercebida.

O segundo passo dependia do erro espanhol. Óñez de Loyola, segundo os cronistas, armou acampamento sem fosso, sem paliçada e com poucas sentinelas. Os cavalos pastavam soltos, longe dos donos.

O terceiro passo usou a arma mais antiga da Araucanía, a surpresa, e a mais nova, o cavalo. Em meio século de guerra, os mapuches aprenderam a criar e montar cavalos, e a cavalaria deles já igualava a espanhola no terreno do sul.

O arcabuz precisava de mecha acesa e de tempo para carregar. Num combate corpo a corpo no escuro, valia pouco. As lanças mapuches, longas, alcançavam o homem antes da espada.

A armadura também pesou contra os espanhóis. Os homens tinham tirado as peças para dormir no calor de dezembro, e vestir um peitoral de aço no escuro, sob ataque, levava minutos que ninguém teve.

Os cavaleiros mapuches passaram primeiro pelo pasto e espantaram a tropa de cavalos. Sem montaria, a escolta perdeu a única vantagem que ainda tinha no campo aberto e lutou a pé, em grupos pequenos, perto das barracas.

O ataque terminou com o dia claro. Os mapuches recolheram armas, cavalos, roupas e os dois cativos, e voltaram para as colinas de Purén sem esperar o socorro de Angol.

Óñez de Loyola lutou e caiu com a escolta. Os cronistas contam que a cabeça dele foi cortada e levada para Purén.

A resposta espanhola veio devagar. Em 1601, o novo governador, Alonso de Ribera, montou uma linha de fortes na margem norte do Biobío.

A Coroa criou o Real Situado, uma verba anual paga com a prata do Peru para sustentar um exército permanente no Chile. A guerra saiu das mãos dos colonos e foi para soldados pagos.

Em 1641, no Parlamento de Quilín (uma reunião formal de paz entre governadores e lonkos), a Espanha reconheceu o Biobío como fronteira.

A Araucanía só foi ocupada pelo Estado chileno entre 1861 e 1883, na campanha chamada Pacificação da Araucanía.

O Biobío seguiu fronteira.

 
 
Quiz da edição

Segundo as crônicas da época, quantos dos 50 espanhóis da escolta de Óñez de Loyola amanheceram vivos depois do ataque em Curalaba?

ANenhum, a escolta foi exterminada por completo
BDois, feitos prisioneiros
CCinco, que fugiram a cavalo
DDoze, protegidos pelo clérigo

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🏹🏹🏹🏹🏹  ótima 🏹🏹🏹🏹  boa 🏹🏹🏹  ok 🏹🏹  ruim 🏹  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 04/11, 23h

A Manziquerta →
B Nuuanu →
C Sakarya →
D Mbwila →
 
Recomendação de Newsletter
A Origem das Palavras

A Origem das Palavras

Todo dia, 12:12. Uma palavra que você usa sem pensar revela séculos de história escondida, em dois minutos de leitura.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 
 
 

Cessar-fogo até amanhã.

Batalha do Dia

BATALHA DO DIA

Uma batalha por dia

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter