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O plano bizantino: forçar a batalha campal (o choque de dois exércitos em campo aberto) antes que o sultão escapasse de novo, com a reserva de Andrônico atrás para cobrir as costas.
O plano seljúcida: recusar o choque, recuar em meia-lua diante da linha bizantina e gastar o inimigo com arqueiros a cavalo até ele dar meia-volta.
A aposta seljúcida: uma linha que persegue um inimigo em recuo se afasta do próprio acampamento; na hora de voltar, ela mostra as costas.
O Strategikon, manual de guerra atribuído ao imperador Maurício e escrito perto do ano 600, já avisava que os povos das estepes fingiam fuga para atrair e cercar o inimigo.
Antes da batalha, enviados do sultão vieram oferecer paz. Romano recusou: um tratado o mandaria de volta sem a vitória que segurava o trono dele.
O plano do sultão seguiu três passos:
1. Recuar diante da linha bizantina sem deixar que ela encostasse.
2. Atirar dos flancos enquanto o exército avançava, sem parar para o corpo a corpo.
3. Esperar a tarde acabar e cair sobre a linha quando ela desse meia-volta.
O exército bizantino avançou a tarde inteira contra turcos que recuavam e atiravam. Perto do pôr do sol, chegou ao acampamento do sultão e o encontrou vazio.
Romano estava longe do próprio acampamento, deixado com pouca guarda, e a noite chegava. Mandou girar a bandeira imperial, o sinal para a linha inteira voltar.
Nas pontas, as unidades viram a bandeira girar e leram fuga. Atrás, a reserva de Andrônico não esperou: marchou de volta para o acampamento. Segundo os cronistas bizantinos, a notícia que correu entre os soldados saiu da própria reserva: o imperador tinha morrido.
Os turcos deram meia-volta e cercaram o centro. Briênio tentou segurar a ala esquerda e foi empurrado. Romano ficou com a guarda imperial, lutou a pé, ferido na mão, e caiu preso já de noite.
Na manhã seguinte, levaram o prisioneiro ao sultão. Alp Arslan só acreditou quando prisioneiros bizantinos o identificaram. Pelo costume da vitória, pôs o pé no pescoço do imperador.
Na versão de Ibn al-Athir, depois o fez sentar e perguntou o que Romano faria com os papéis trocados. Romano disse que talvez o executasse ou o exibisse em Constantinopla. O sultão respondeu que a pena dele seria mais pesada: perdoar e soltar.
Romano passou oito dias no acampamento turco, comendo com o sultão. Pelo tratado, segundo o mesmo Ibn al-Athir, pagaria 1,5 milhão de moedas de ouro de resgate e 360 mil por ano, soltaria os prisioneiros muçulmanos e casaria uma filha com um filho de Alp Arslan.
Quando voltou, Constantinopla já tinha outro imperador. O césar João Ducas e Miguel Pselo puseram Miguel VII sozinho no trono e mandaram Eudócia para um convento.
As tropas de Romano perderam duas batalhas para os Ducas, e ele se trancou em Adana, na Cilícia. Em 1072, entregou-se a Andrônico Ducas com a promessa, garantida por três bispos, de que viveria como monge e ninguém tocaria nele.
Em junho de 1072, em Cotieu, hoje Kütahya, homens dos Ducas o cegaram. A ferida infeccionou, e Romano IV Diógenes morreu semanas depois na ilha de Prote, no mosteiro que tinha fundado.
Ninguém julgou Andrônico.
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