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O posto era um armazém, uma casa virada em hospital e dois cercados de pedra. Veja o que a linha desenhada ali fez com o número de homens disponível.
O comando não recuou com os carros de boi: improvisou uma barricada de sacos de milho ligando os dois prédios e, quando a linha ficou grande demais para o número de fuzis, levantou dentro do pátio uma segunda parede, de caixas de bolacha. A metade largada tinha os doentes dentro.
Por volta das três da tarde de 22 de janeiro de 1879, dois cavaleiros trouxeram a notícia de Isandlwana: o acampamento da coluna britânica, a uns quinze quilômetros dali, tinha caído naquela manhã. Parte do exército zulu já vinha para o vau.
A primeira reação foi carregar os carros de boi e sair para Helpmekaar. James Dalton, comissário interino e ex-sargento-mor, apontou o óbvio: carro de boi anda a passo de homem e, em campo aberto com doente em cima, seria alcançado antes do anoitecer.
Ficaram. Em pouco mais de uma hora, os sacos de milho do próprio depósito viraram parede, cada um com perto de noventa quilos, ligando o armazém, o hospital e os cercados.
O primeiro assalto veio pouco depois das quatro e meia, pelo sul, com uns seiscentos homens em corrida. As descargas de Martini-Henry a curta distância pararam a investida na frente da barricada, e a massa contornou o hospital pelo oeste.
Atrás do posto subia o morro Shiyane, com uma sacada de pedra a algumas centenas de metros. Atiradores zulus se instalaram ali, com fuzis tomados naquela manhã, e o trecho sul da barricada ficou impossível de guarnecer.
Perto das seis da tarde, com o hospital cercado e a linha larga demais, o tenente John Chard mandou levantar uma segunda parede dentro do pátio: caixas de bolacha de uns quarenta e cinco quilos, empilhadas em duas fileiras, da barricada da frente até a quina do armazém.
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"A defesa é a forma mais forte de fazer a guerra."
Carl von Clausewitz, em Vom Kriege, 1832.
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O corte entregou a metade do pátio onde estava o hospital, e o telhado de palha pegou fogo. Dentro, meia dúzia de soldados abriu buraco nas paredes internas a picareta e coronhada, puxando os doentes de cômodo em cômodo até a janela que dava para o lado protegido.
Onze doentes saíram por aquela janela e atravessaram o pátio até a linha de caixas. Alguns não saíram.
Por volta das dez da noite, os sacos que sobraram viraram um reduto no meio do pátio, alto o bastante para atirar por cima da parede e fundo o bastante para abrigar os feridos.
Os assaltos continuaram até perto das quatro da manhã. Ao clarear, a força zulu recolheu para o rio, e a coluna de Chelmsford chegou ao vau por volta das oito.
O saldo registrado foi de dezessete baixas na guarnição e quinze feridos. Ao redor do posto foram contados cerca de trezentos e cinquenta corpos zulus, e o relatório de Chard fala em vinte mil cartuchos gastos.
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